Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos

Apesar do avanço no ritmo da imunização contra a COVID-19, muitas cidades brasileiras têm optado por adiar a reabertura de eventos. Confira aqui quais fatores estão por trás dessas decisões e sugestões para o setor de eventos atravessar este período.

Publicado em 30/08/2021

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Desde o início da pandemia, viemos assistindo à produção de novas vacinas, capazes de prevenir o agravamento de casos de COVID-19. Contudo, fica a dúvida na população: cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos. Por quê?

O cenário é confuso e incerto. Afinal, ao mesmo tempo, temos visto também o surgimento de novas variantes que, embora não sejam mais letais que o vírus original, apresentam maiores índices de transmissibilidade.

O aumento no ritmo da campanha de imunização contra a COVID-19 que assistimos nos últimos meses fez com que os protocolos e medidas de segurança, tais como o distanciamento social, fossem afrouxados em alguns locais do Brasil e do mundo.

Apesar disso, algumas cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos, uma vez que muitos municípios ainda não alcançaram índices satisfatórios de vacinação ou diminuição significativa na ocupação dos leitos de UTI.

Neste artigo, abordaremos alguns detalhes importantes sobre a escolha de algumas cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos, que não devem ser deixados de lado por aqueles que integram o setor de eventos.

 

A campanha de imunização contra a COVID-19 no Brasil

Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos

PHOTO BY MAXIME ON UNSPLASH

Em dezembro de 2020, nove meses após a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevar o status da contaminação comunitária da COVID-19 ao grau de pandemia, alguns países do mundo iniciaram a imunização de suas populações.

Enquanto a Rússia iniciou sua campanha de vacinação entre profissionais da saúde em 5 de dezembro, o Reino Unido deu início a sua campanha três dias depois. Já Israel começou a imunização de sua população em 19 de dezembro, após a aprovação emergencial da vacina Pfizer-BioNTech.

Em muitos países americanos, as campanhas também tiveram início em dezembro, como foi o caso dos Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, México e Costa Rica.

No Brasil, a primeira vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, foi aprovada em 17 de janeiro, data na qual também foi realizada a primeira aplicação da primeira dose do imunizante no país.

Sete meses após o início da campanha de imunização contra a COVID-19, cerca de 27% da população já tomou as doses necessárias das vacinas – isto é, a segunda dose ou dose única, no caso do imunizante Janssen, aprovada para uso emergencial no país em 31 de março.

Nos últimos meses, assistimos a um significativo aumento no ritmo da imunização no Brasil, com a vacinação de 1 milhão de pessoas por dia.

Apesar disso, segundo especialistas em saúde, somente com a imunização de, pelo menos, 80% da população, é possível atingir a imunidade coletiva no Brasil contra a COVID-19, o que evidencia a baixa velocidade da vacinação no Brasil, quando consideramos seus números totais.

Esses baixos índices podem ser explicados por uma série de fatores: além da aquisição tardia de imunizantes, campanhas ineficientes, veiculação em massa de fake news (notícias falsas e/ou fraudulentas) que deslegitimam a eficácia das vacinas, entre outros, e ilustram a escolha de algumas cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos.

 

Surgimento de novas variantes

Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos

PHOTO BY CHRIS BARBALIS ON UNSPLASH

Aliado às causas mencionadas anteriormente, tais como o atraso na compra de vacinas, ineficiência de campanhas e circulação em massa de notícias falsas, o surgimento de novas cepas (variantes) da COVID-19 também representa um motivo de preocupação, e esse é outro motivo pelo qual cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos.

Isso se deve ao fato de que, embora estas novas variantes não se apresentam mais letais que o vírus original, elas apresentam maiores índices de transmissibilidade, como é o caso da variante Delta, já encontrada em diversas regiões brasileiras, em todas as regiões da capital paulista e em pelo menos 111 países.

Em outras palavras, apesar destas não se apresentarem capazes de agravar quadros de COVID-19, elas podem se espalhar mais rapidamente, resultando em um número maior de infectados e no aumento da taxa de transmissão comunitária. Além disso, a possibilidade de reinfecção sofre aumento considerável.

Embora as vacinas que já são utilizadas se demonstrem efetivas contra as novas variantes, é importante ressaltar a necessidade de receber as duas doses dos imunizantes, dada que a eficácia destas pode ser reduzida pelas novas cepas.

Além disso, as baixas taxas de vacinação propiciam o surgimento de novas variantes; estas, potencialmente mais resistentes às vacinas que já são utilizadas, dada a transformação no material genético que ocorre na composição do vírus.

 

O setor de eventos e adiamento de reabertura: como agir

Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos

PHOTO BY DIMITRI KARASTELEV ON UNSPLASH

O setor de eventos foi, sem dúvidas, um dos mais afetados pela pandemia em curso. Dados revelam que cerca de 97% das atividades do ramo foram paralisadas durante este período.

Nos últimos meses, vimos a gradual retomada do setor, com a realização de eventos-teste. Apesar disso, os motivos elencados acima ainda apontam incerteza sobre os rumos deste ramo.

No entanto, a realização destes eventos permite a demonstração de segurança das empresas, bem como o resgate da credibilidade junto aos vários grupos da sociedade, com a devida adoção dos protocolos de saúde, como disponibilização de álcool em gel, distanciamento social, testagem dos participantes, entre outros.

Nesse momento de incertezas, sugestões para o ramo incluem o contínuo aprimoramento de técnicas e práticas em gestão, capacitação de funcionários e colaboradores, estreitamento do contato com patrocinadores, fornecedores e parceiros, entre outras estratégias capazes de fortalecer a sua marca e prepará-la para a retomada segura do setor de eventos.

E então, cerimonialistas; empresas que administram salões de festa; DJs e equipes de iluminação e seguranças terão maiores e mais seguras oportunidades de trabalho, sem dúvidas.

Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos: conclusão

Neste artigo, abordamos os principais motivos que estão por trás da decisão de cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos.

Além do baixo índice de imunização, o surgimento de novas variantes preocupa as autoridades sanitárias. Embora estas não sejam capazes de agravar quadros de COVID-19, ainda não está bem definida a eficácia das vacinas quanto à proteção de novas cepas.

Como vimos, a imunidade coletiva do Brasil somente será atingida com a vacinação de, pelo menos, 80% da população, o que ilustra a decisão de cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos.

Esperamos que tenham gostado e aprendido com nosso artigo "Por que cidades brasileiras têm adiado reabertura de eventos". Não se esqueça de nos deixar o seu feedback, na seção de comentários.


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